7 de nov. de 2008

O USO DO MAIS, MAS E MÁS

Duvida Freqüente

Eis aí, mais um tema que geralmente é motivo de indecisão ou enganos na hora de escrever. Vamos, então, tentar sanar essas dúvidas:

O EMPREGO DO [MAIS]
• Mais é pronome ou advérbio de intensidade, portanto está relacionado com quantidade, aumento, grandeza, superioridade ou comparação. [Mais], normalmente, é o oposto de [menos]. Portanto, se tiver dúvida, substitua-o por [menos] (menas nunca); se for possível a substituição, use [mais]:

- Você quer seu suco com mais (menos) açúcar?
- O brasileiro está cada dia mais (menos) rico.
- Todos querem mais (menos) amor.
- É mais (menos) difícil fazer do que criticar.

CASOS ESPECIAIS NO USO DO [MAIS]

a) Mais bem / Mais mal - antes de particípio, use mais bem e mais mal em vez de pior e melhor. Em português, o particípio é a forma nominal do verbo, geralmente, formado com o sufixo [-ado / -ada] para os terminados em [ar] (amado, parado) e [-ido / -ida], para os terminados em [er e ir] (vendido, sentido). Nos demais casos, use pior e melhor.
- Aquelas alunas estavam mais bem preparadas que as outras.
- E não: Aquelas alunas estavam melhor preparadas que as outras.
- Seu trabalho esta mais bem elaborado que o meu (e não: melhor)
- Esta roupa parece mais mal acabada que aquela (e não: pior).

b) Mais bom que mal – quando comparamos atributos ou qualidades as formas corretas são:
- O José é mais bom que mal (e não: é melhor que pior).
- O filme é mais bom que mal (e não: é melhor que pior).

c) Mais ruim – use apenas em comparações como:
- Arnaldo é mais ruim que bom.
- Ele é mais ruim que falso.
• Nos demais casos: Fulano é mais malvado, é mais perverso, é mais falso que o irmão (e não: mais ruim).
- Ela é mais atenciosa que as outras.

d) Mais que fazer – não existe [o] entre o mais e o que em frases como:
- Tenho mais que fazer (e não: mais o que fazer).
- Há mais que dizer (e não: mais o que dizer).

e) Mais grande – não use nunca. Na língua culta é um erro grave. Use sempre maior.
- Pedro é maior do que a Paulo.

O EMPREGO DO [MAS]
• Mas é a principal das conjunções adversativas. Relaciona pensamentos contrastantes, opositivos ou restritivos. Se eu lhe dissesse: “Minha irmã treinou muito, mas…”, com certeza, não precisaria terminar a frase, porque você iria imaginar que ela foi mal na prova:

- Gosto de navio, mas prefiro avião.
- Ele falou bem; mas não foi como eu esperava.
• Se tiver dúvida quanto ao uso de [mas], basta substituí-lo por: porém, contudo, todavia, entretanto. Se for possível a substituição use [mas]:
- Gosto de navio, porém (mas) prefiro navio.
- Ele falou bem; todavia (mas) não foi como eu esperava.
- Tentou, mas (porém, todavia, entretanto) não conseguiu.
Casos Especiais no Uso do [Mas]

a) Mas... no entanto – constituem redundância, se usados na mesma frase: Saiu cedo, mas não conseguiu, no entanto, chegar na hora.
• Use: Saiu cedo, mas não conseguiu chegar na hora.
• Ou, então: Saiu cedo, no entanto, não conseguiu chegar na hora.

b) Mas que – neste caso, o [mas] não tem função e deve ser suprimido:
- Ele é o piloto titular, (mas) que está de licença este ano.

c) Vírgula – use vírgula antes de [mas]:
- Vá onde quiser, mas fique morando conosco.
- Sofri muito, mas espero uma recompensa.

O EMPREGO DO [MÁS]
Más – é o plural do adjetivo [má] que por sua vez é o feminino de [mau]. Como o oposto de [mau] é [bom] e o de [má] é [boa] o plural de [más] será [boas]. Então, basta substituir [más] por [boas]; sendo possível a substituição mantenha o más:

- Estavam com más (boas) intenções.
- As más (boas) ações empobrecem o espírito.
- Sempre soubemos que elas eram más (boas). ®Sérgio.

Para você conferir o conhecimento, clique neste link:
Autor do Artigo:
SILVA, Sérgio Nogueira Duarte da. O Português do dia-a-dia. Rocco, Rio de Janeiro, 2003.
MARTINS, Eduardo. Manual de Redação e Estilo. Moderna.
HOUAISS, Antônio. Dicionário Eletrônico Houaiss.

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